Dólar tem maior queda em 7 semanas
O dólar registrou a maior queda em sete semanas ante o real nesta sexta-feira, fechando no menor patamar desde o início do mês, em meio a entradas de recursos e ao maior apetite por risco no exterior. A moeda americana caiu 0,99%, a R$ 1,601 na venda. Foi a baixa percentual mais intensa desde 7 de abril, quando a divisa cedeu 1,86%.
A cotação de fechamento é a menor desde 3 de maio, dia em que o dólar encerrou a R$ 1,589 para venda.
"Isso é fluxo", resumiu Marcos Trabbold, operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio. "Acredito que muito exportador esteja antecipando operações, ou mesmo trazendo o dinheiro que já estava lá fora", acrescentou, citando ainda que a recuperação do euro também influenciou o mercado nesta sessão.
A moeda única europeia avançava mais de 1% contra o dólar, após autoridades europeias dizerem que a Grécia será capaz de gerenciar sua pesada dívida, sem necessidade de uma reestruturação. Declarações do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que defenderia o euro também apoiavam a moeda. Especialistas apostam que os ingressos de dólares devem ditar novas quedas do dólar, ao menos no curto prazo.
"Acho que essa tendência (de queda) continua prevalecendo. Você tem uma perspectiva de continuidade do aperto monetário por aqui... O Brasil também teve a perspectiva de nota (soberana) revisada para cima... Isso tudo favorece a valorização do real", disse o estrategista-chefe da CM Capital Markets, Luciano Rostagno.
Entre as operações que atraem dólares ao País estão as captações de empresas como a OGX. Na quinta-feira, a petrolífera completou a venda de US$ 2,56 bilhões em títulos, acima da intenção inicial de US$ 2 bilhões.
Contribuindo para mais um dia de fluxo positivo, o FRA (forward rate agreement) de cupom cambial com vencimento mais curto repetia o movimento da véspera e despencava mais de 20%, cotado abaixo de 3%. Em abril, essa taxa chegou a superar 7%.
Os agentes financeiros começam a se preparar para a típica intensificação na rolagem de contratos futuros, conforme o final do mês se aproxima. À tarde, o Banco Central anunciou que fará pesquisa de demanda na segunda-feira, para a realização de um eventual leilão de swap cambial reverso no dia seguinte.
Se confirmado, o leilão deve servir para a rolagem de US$ 1,655 bilhão em contratos de swap cambial reverso que vencem no final deste mês.






