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Bovespa tem 4ª alta seguida

A bolsa brasileira completou quatro altas seguidas nesta sexta-feira, refletindo a menor aversão a risco no mercado internacional em uma sessão com variação tímida e volume reduzido. O Ibovespa subiu 0,31%, a 64.294 pontos. É o maior patamar de fechamento desde 10 de maio. O giro financeiro do pregão foi de R$ 4,8 bilhões, abaixo da média diária de R$ 6,7 bilhões neste ano.


Nos Estados Unidos, mesmo após a queda de 11,6% das vendas pendentes de moradias em abril, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 sustentaram alta entre 0,3% e 0,4%. O índice Reuters-Jefferies de commodities também manteve o comportamento dos últimos dias e avançou 0,9%, ainda em recuperação da expressiva queda da primeira metade de maio.


O volume pequeno deve se repetir na segunda-feira, quando os mercados nos Estados Unidos e na Inglaterra fecham por feriados. Para Pedro Galdi, analista da corretora SLW, isso pode manter livre o caminho para a recuperação do Ibovespa.


"Depois, a partir de quarta-feira, começa a valer outra agenda de indicadores", disse, ressaltando entre outros dados os números do mercado de trabalho norte-americano e do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, ambos na sexta-feira.


A ação com maior volume no Ibovespa foi Vale PNA , com alta de 0,38%, a R$ 44,95. O UBS elevou a recomendação dos ADRs (recibos de ações nos Estados Unidos) da Vale para "compra", citando a teleconferência do presidente da mineradora, Murilo Ferreira, com analistas e investidores na manhã desta sexta-feira.


"Acreditamos que a maior mudança da Vale no curto prazo é a relação mais construtiva com o governo", afirmaram os analistas Rene Kleyweg e Marcelo Zilberberg, do UBS. A ação Petrobras PN avançou 0,37%, a R$ 24,29.


Ainda no setor de petróleo, a OGX teve alta de 2,19%, a R$ 15,85, após a empresa ter concluído, na quinta-feira, a venda de US$ 2,56 bilhões em títulos de dívida no exterior - mais que o montante de US$ 2 bilhões inicialmente estimado. O mercado vê com bons olhos a captação da empresa via dívida, já que isso reduz as chances de uma emissão de ações.


Na banda negativa, a produtora de açúcar e álcool Cosan caiu 1,01%, a R$ 23,59, após o anúncio de receita líquida de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre do último ano fiscal.


"A prévia da Cosan reforça nossa percepção de que os resultados do quarto e do primeiro trimestres ficarão na parte mais baixa da meta da companhia", escreveu Giovana Araújo, analista do Itaú BBA, em nota. Outra em forte queda foi a Hypermarcas, com variação de 3,91%, a R$ 15,23.