Cabral, problemas com a CEDAE
Já em campo para, se tudo der certo, reeleger o prefeito Eduardo Paes em 2012 e conduzir o vice-governador Luiz Fernando Pezão ao cargo de Sérgio Cabral em 2014, o presidente do PMDB no estado, Jorge Picciani, está feliz da vida com o desempenho dos peemedebistas. Mas tem uma pulga enorme atrás da orelha no que diz respeito à administração estadual: a escassez de água e tratamento de esgoto na Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí.
“O governo é de muito mais acertos do que de equívocos. Mas, outro dia, eu dizia a ele (Cabral): tem que resolver a questão da água e do saneamento na Baixada, São Gonçalo e Itaboraí. É uma necessidade. Tem que resolver. Não é possível nós não conseguirmos avançar”, declarou Picciani, na entrevista que deu ao jornalista Ricardo Bruno, apresentador do programa ‘Jogo do Poder’, que vai ao ar hoje, na Rede CNT, às 23h.
Picciani falava de como se sente mais à vontade para analisar o governo agora, que não é mais presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). Ao ser questionado sobre a eventual necessidade de se trocar a presidência da Cedae, o presidente do PMDB respondeu: “Se impedir que se avance a favor da população, deve sair, por melhor quadro que seja. Eu não me meto: nunca nomeei nem nunca pedi exoneração de ninguém no governo. Mas, como presidente do PMDB, eu digo: tem que resolver.”
Durante o programa, Picciani falou muito de política regional e contou como tem rodado o estado para começar a alinhavar o maior número de alianças possível com vistas às eleições de 2012 e de 2014. Também comentou a possibilidade de obter o apoio do novíssimo PSD, criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que ele considera “um grande quadro”. E chamou a atenção para o que considera um risco: 'Tem que ter cuidado para (o PSD) não ser um ajuntamento daqueles que ficaram sem espaço nos seus partidos”, disse, referindo-se ao fato de, pela atual lei eleitoral, ser possível políticos migrarem para a nova legenda sem perder seus mandatos.
POR ROZANE MONTEIRO
Fonte: O DIA








